Memórias sonoras de uma 'Sexta-Feira 13' dos anos 80
Podia ser um prenúncio de azar, mas é apenas um nome. O musical Sexta-Feira 13 ainda está na fase da construção mas os alicerces estão firmados. O elenco foi apresentado , numa sexta-feira 13, na Toyotabox, em Lisboa, o espaço que vai receber o espectáculo a partir do dia 1 de Março.
Os Xutos&Pontapés são o ponto de partida para a história, apesar da história não ser sobre eles. É em torno das suas músicas que a acção vai decorrer, e são as letras da banda que acabam por suportar a narrativa. "É uma homenagem ao percurso dos Xutos&Pontapés. Esperamos que dignifique o trajecto da banda", explica António Feio, o encenador.
Os actores estão escolhidos. São 15 jovens com experiência nas áreas da dança, da representação e do canto. Alguns mais ou menos conhecidos, os outros nem por isso.
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"A peça fala de pessoas que se calhar até se cruzaram com os Xutos, mas que não são necessariamente eles", diz ao DN Eduardo Madeira, o responsável pelo guião. São os anos 80, é um grupo de amigos, e o imaginário é o das canções da banda, mas as semelhanças ficam por aí. "Havia a hipótese de contar mesmo a história dos Xutos, mas eu não me sentia preparado para isso. Preferi contar uma história que fosse paralela ao nascimento deles", esclarece.
Não vai ser ligeiro. Está prometido um espectáculo com momentos fortes, que aborda questões como a morte e o consumo de drogas. Mas a mensagem pretende ser positiva. "Fala-se de amizade. Pode ser o que distingue entre o ficarmos por ali ou seguirmos em frente", afirma Eduardo Madeira. Mais uma ideia que parece sair do ambiente que envolve os Xutos&Pontapés. "A amizade é importantíssima no nosso trabalho. É o que nos tem safo para nos conseguirmos manter durante 27 anos", conta Zé Pedro, um dos membros da banda.
Em palco, vai estar uma banda de cinco elementos a tocar ao vivo. E o público vai assistir de pé, como num concerto de verdade. Isto porque "os Xutos são música", como explica Renato Jr., responsável pela direcção musical. "Vamos manter a textura musical da banda, só o trabalho vocal vai ser diferente", acrescenta.
Vão ser utilizados 15 ou 16 temas da banda, uns mais antigos e outros mais recentes, incluindo uma canção feita de propósito para o espectáculo (ver caixa). "Tenho a certeza que os jovens se vão identificar com este universo, e não só as pessoas que viveram os anos 80", diz António Feio ao DN.
As cenas ainda estão a ser trabalhadas intermitentemente, num cenário imaginado, marcado por riscas brancas espalhadas pelo chão. A banda ainda está a ensaiar em separado, e os actores contam por enquanto só com a voz para fazer a música. Mas para atestar as expectativas que envolvem este projecto, nada melhor do que o sorriso conivente de Zé Pedro enquanto assiste ao ensaio.
in http://dn.sapo.pt
Agora é so esperar ...

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